Introdução “formal”

Olá. Me chamo Gladstone, um nome estranho, que particularmente não me agrada muito, já confundido com um nickname interessante em chat rooms, mas cuja associação à sua principal referência não é de todo imprecisa. Meus amigos e colegas, desde o início das relações, tendem naturalmente a tratar-me por "Glads", então fiquem à vontade.

Apesar de minhas famosas flutuações de sociabilidade, desde algum tempo, porém, muito mais estável, eu nunca fui alguém com cuja conversação fosse desinteressante:

Não sei realmente como e nem quando comecei a conversar com ele, só me recordo de – antes de conhecê-lo – ter minha atenção apreendida por mensagens gigantescas escritas numa linguagem que se diria de um homem de outra época, de uma época antiga, talvez um homem do século XIX. Bem, mas eu só lhe percebia o espírito cientificista e lógico, a formalidade de suas construções e a sobriedade do conteúdo de mensagens dirigidas aos seus interlocutores, até que depois de uma troca de palavras, vislumbrei maravilhada o quanto havia de sensibilidade, de inebriante e de acolhedor naquela figura. Antes eu só enxergava o cientista, agora também posso ver o sensível, o espirituoso, o de caráter ilibado, o amigo, sempre amigo. Um grande ser humano.

Ele se destaca em qualquer multidão. Tem o espírito daqueles homens que possuem a alma velha, mas a ingenuidade de um menino. Gosto de conversar com ele , pois me leva a escaninhos que nunca poderia ir sozinha. Cada colóquio é uma aventura e eu me impressiono com a capacidade que ele tem de se aprofundar com voluptosidade em qualquer assunto sem importância, tornando-o vasto e curioso. Espero tê-lo sempre por perto.

Certas coisas não se dizem. Dizer que você é essa coisa enorme, inominável, essas coisa que transborda. Pois é, querido, na luta coas palavras, digo-te apenas: vc transborda em mim, num fluxo contínuo. É… você é meu amigo, e tem todos os motivos do mundo para sê-lo. Lembro-me que certa feita ousei dizer que você era simplesmente a melhor pessoa que já conheci. Um conjunto de características fulminantes. Bem, minha ousadia permanece: Ainda acho que é a melhor pessoa que já conheci. Não dá pra não te admirar e sentir lisonjeado e feliz com sua companhia.Bem,como as palavras não podem trasbordar comigo, só posso te dizer que te amo, que é amor eterno, que você será sempre meu amigo, de uma maneira ou de outra, em meio às bobas lutas pra tentar escrutinar os sentimentos.

Eu de fato adquiro muito rapidamente profunda admiração, interesse e identificação por pessoas inteligentes e originais que encontro e torno-me, quase que instantaneamente, um tipo de stalker. Realmente, tenho clara tendência generalista e gosto de aprender e conversar sobre (quase) qualquer assunto. O nível de profundidade que as conversações comigo podem atingir às vezes é desproporcional à aparente "importância" do assunto. Mantenho um nível de crítica (e especialmente auto-crítica) considerado muito alto (quase "desumano" quando associado a mim, alguns já descreveram), mas mesmo sobre minhas mais recentes aversões (e.g., futebol e mídia tradicional) inicie uma conversação e suporte o monólogo, se conseguir.

Talvez já tenhamos nos visto ou mantido algum nível e tipo de conversação por aí. Sou mestre em engenharia elétrica pela UFMG, com 8 anos de experiência na área de identificação de sistemas dinâmicos, em geral no MACSIN (laboratório de Modelagem, Análise e Controle de SIstemas Não-lineares) do CPDEE (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Engenharia Elétrica) da UFMG. Como ferramenta matemática, tenho particular interesse por redes neurais artificiais do tipo função de base radial, a cujas propriedades relevantes à identificação de sistemas não-lineares dediquei minhas monografia e disssertação de mestrado.

Nossas conversações também podem ter começado via Web. Participo de comunidades online desde 1998. Talvez tenhamos conversado ou ao menos nos visto no Orkut, del.icio.us, StumbleUpon ou Last.FM. Desde 2002 mantive com infrequência diversos weblogs nos mais variados servidores/plataformas, em geral com o username de eyeswideopen (quase aleatório), que também aparece em algumas comunidades de associação mais antiga. Esses blogs serviram para me colocar em contato com algumas pessoas interessantes cujo contato mantenho até hoje, em algum nível. Outra atividade de antanho foi a participação relativamente ativa em alguns yahoogrupos, especialmente aqueles por meio dos quais eu conseguia entreter meu antigo (e antigo) hobby do dexismo.

Outros usernames usados são chemotaxis e maverickmath, o mais recente. The Maverick Mathologist é como o matemático húngaro-americano Paul Richard Halmos (henceforth PRH), morto em 2006, costumava se auto-intitular (ou ao menos fez referência a essa expressão em ao menos uma entrevista). Naturalizado americano, desde os 12 anos de idade vivendo na América, ele fazia questão de secundarizar ao limite a importância de sua origem magiar, ao contrário de outros expoentes em semelhante condição, como Von Neumann e Paul Erdös (este último a quem PRH criticava por nunca fixar residência nem aceitar uma emprego estável — Erdös passou uma vida pulando entre universidades na Europa e Estados Unidos, sempre como visitante, vivendo, sozinho, com bolsas de pesquisa). Por mathologist ele falava do matemática puro, em oposição ao mathophysicist, ao qual frequentemente se referia de uma forma que se não era explicitamente pejorativa no mínimo deixava transparecer um deslumbramento e paixão desmesurados pela elegância e pelo caráter (semi-)artístico dos empreendimentos matemáticos puramente motivados. Ele se incomodava especialmente com o status do matemática como o tipo de profissional cuja atividade sofria do maior nível de mal interpretação do público médio — uma associação quase que única a uma infindável manipulação de números, de modo ao menos distante associado a algum aspecto prático da vida.

Sob maverickmath podemos ter nos visto ou conversado em comunidades como o Facebook, Flickr, Tumblr, LinkedIn, 43Things, Twitter, Technorati, Popego, Storytlr e outras.

Se ainda não tivemos contato, talvez você prefira iniciá-lo enviando-me um e-mail para gladstone at gmail dot com.

Meu mais recente entusiasmo (e um em que penso poder exercer meu generalismo com menor dificuldade; estou enganado?) é a mídia social e em especial sua potencialidade em educação. Se você acha isso uma modinha horrível e/ou um atentado à construção do conhecimento não deixe de me alertar e explicar-se (e, por favor, apontar melhores direções) em alguma comunidade online ou por e-mail. Esse novo interesse tem contrastado com uma preocupação antiga com o foco no conteúdo. Cheguei a ser um text-mode guerrilla, quase um neo-luddista, um partial downtechie, mas esse extremo foi temperado por conceitos sobre humane interfaces, bem expressas pelas idéias de Aza Raskin e seus projetos (sou um newbie no Enso Launcher e no Archy). Agregando todas essas linhas estudado e elaborado idéias a partir do conceito de infornografia, do qual talvez eu consiga gerar material suficiente (em quantidade, relevância e interesse) para um livro (snippets neste blog). Também tenho tentado tornar-me relativamente competente em CSS e Processing.

Se você ainda estiver incerto sobre quem sou ou sobre como posso contribuir, talvez você possa achar meu resumé mais informativo. Para uma lista mais detalhada do meu passado e do meu presente (profissional) há um CV (Lattes aqui). O meu futuro, por favor, ajude-me a escrever.

(Estilo de introdução "inspirado" em Meitar Moskovitz, por sua vez inspirado em Adam Rifkin.

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